

David Rodrigues da Silva
Advogado, Coordenador Jurídico do Grupo CPFL Energia (Campinas-SP)
Para iniciar esta questão, minha reflexão é tomada pelos sentimentos, pensando em quantos anos meus pais trabalharam para a manutenção da nossa família, nas tantas crises econômicas vividas, mais ainda, nos meus irmãos, esposa e amigos que estão trabalhando neste momento, nos meus colegas de trabalho e equipe, todos acompanhando as notícias econômicas atuais, nos meus filhos e em que mundo viverão, ao fazer esta lembrança, o princípio Constitucional da dignidade da pessoa humana se torna algo tangível.
Nesse contexto, o princípio da dignidade da pessoa humana, previsto no inciso III, ao artigo 1º da Constituição Federal de 1988, deixa de ser apenas um texto, toma corpo, pessoas que se esforçam todos os dias, o princípio torna-se empírico, e como esta dignidade pode ser afetada se não pelo alter, a empatia deve trazer todo o sentido para a legislação.
O princípio da dignidade humana deve ser uma construção constante para abranger o grupo, a comunidade do trabalho, e propiciar melhores condições de vida ao empregado e por que não também ao empregador? Na dignidade humana se valoriza o trabalho humano; na igualdade ou não-discriminação se combatem as desigualdades ou permite-se alguma diferença, desde que legítima e justificada, […] [MARQUES, Christiani. O contrato de trabalho e a discriminação estética. São Paulo: LTr, 2002. p. 147.]
Falamos sobre o tema, temos muitas leis, mas, a realidade é alarmante, o aumento de 9,48% (2014 sobre 2013), no índice de trabalho infantil divulgado pelo IBGE. Infelizmente, a estatística mostra que há 2,4 milhões crianças no Brasil expostos a essa situação de injustiça social e risco.
Mesmo quando não se tem crise esse princípio é inúmeras vezes violada a dignidade. Na verdade, temos empregados e outros trabalhadores.
Ainda vivemos num país onde o trabalho escravo não foi totalmente eliminado, submetendo o ser humano a trabalho degradante, ferindo frontalmente a afirmação que o trabalhador, antes de tudo, é um ser humano e, como tal, deve receber tratamento digno, aquele que desejamos para nossa família.
A razão a esta submissão é clara, uma questão de sobrevivência corporal, porque no trabalho escravo a alma é mortalmente ferida. De outro lado, no explorador, a exemplo dos mercadores de escravos, esta lhe falta, e brandas punições não podem ser admitidas, temos que divulgar sim quem são para que a sociedade face distinção.
Temos um outro conjunto de trabalhadores que atuam na informalidade ou no subemprego, premidos de condições mínimas e dignas. O que dizer da inserção da mulher no ambiente de trabalho sempre com menores salários!
Mas o que pode ser feito para que esse quadro se altere e tenhamos um país mais justo, onde a dignidade seja não apenas um dispositivo constitucional, mas uma realidade fática?
Existem muitas leis e pouca proteção. Ainda não quebramos o nosso perfil decorrente da época do Getulismo, onde se espera que o Governo tutele tudo referente ao trabalho e na outra ponta pelo judiciário realize o julgamento das situações que lhe são apresentadas.
Pouco evoluímos nas conversas com aqueles diretamente envolvidos, as comissões de conciliação prévia não evoluíram, negociações coletivas são invalidadas, não há um trato regionalizado, nem categorizado, é necessário uma evolução, preferimos não falar em reforma, pois a esta denominação é atribuída a subtração de direitos, falo aqui da interferência do estado ao proibir pessoas com capacidade plena de optarem por parcelar ou não suas férias, vez que o artigo 134 da CLT veda esta possibilidade aos maiores de 50, e aos demais somente em casos excepcionais.
Somos um país de muitas leis, e imposições internas, mas que tudo aceita no “made in”, venha de onde vier, trabalho escravo, infantil, degradante, e internamente os altos custos dos encargos sobre a folha de pagamento e tributação, inclusive sobre os próprios trabalhadores que não encontram na previdência social o lastro do valor contribuído.
O ideal para que a competitição entre os países seja mais justa, é que a OIT (Organização Internacional do Trabalho) e ONU (Organização das Nações Unidas) elaborasse uma constituição global, com os princípios fundamentais do direito do trabalho, incluindo as garantias mínimas ao trabalhador. Com isso, a competitividade entre os países não seria distorcida por mecanismos de exploração do trabalhador e, mais com embargo aos países e empresas que descumprissem estas premissas, não falamos de embargo por ideologia política, mas de sanção com objetivo inicial corretivo.
Enquanto isso não ocorre, temos de tornar o Brasil melhor no mercado internacional e mais para os brasileiros. Para tanto a mudança da legislação que se faz necessária não é apenas para um momento de crise, mas para nos ajustarmos à realidade internacional, para que a pesada legislação trabalhista imposta aos empregadores e por que não dizer aos trabalhadores, que também contribuem compulsoriamente ao FGTS (pouco remunerado) e também ao INSS (que beira a insolvência) não seja a causa de novas crises.
Conclusão: cada vez mais é reduzido o espaço de tempo entre uma crise e outra, notadamente quando o país não estiver preparado para enfrentar a competitividade num mundo globalizado, que se desrespeita ao fazer vedações apenas intramuros, e menos ainda diante de preferimos as imposições ao diálogo, se no judiciário somos chamados ao acordo, a mediação e conciliação, entendo que também com os poderes instituídos também devemos fazê-lo e por estes sermos ouvidos. Por isso, a legislação, não só a trabalhista, mas também e principalmente esta, deve ser uma facilitadora para esse desafio. A evolução da nossa legislação e da nossa ação, não vale só o discurso, é algo que não se pode adiar mais. Se ao falar for ouvido, e na fala do outro destinar minha atenção iniciamos o caminho na construção da dignidade, isto sim transcende a imposição.
Colaborador deste trabalho: Alfredo Bottone, Advogado, PHd in Philosophy in Business Administration, autor do livro Insights de um RH Estratégico.
Kátia Madeira
MKA Madeira Kliauga Advogados
O escritório MKA foi criado em 2007 como um escritório boutique. O escritório presta serviços especializados nas áreas cível, trabalhista, contratual e esportiva, oferecendo atendimento de alta qualidade e segurança jurídica. Com sede em São Paulo, Brasil, o MKA é um escritório de advocacia premiado por sua atuação e profissionais.
Katia Madeira Kliauga Blaha, é sócia-fundadora do MKA Advogados. Kátia foi premiada dentre os advogados mais admirados do Brasil. Kátia possui forte atuação em negociação e contencioso internacional. Kátia atuou bancos, escritórios de advocacia americanos e europeus, bem como foi consultora do Banco Mundial. É especialista em Direito do Trabalho e Desportivo, aconselhando bancos, jogadores, clubes e patrocinadores. Katia também é sócia do MKA Sports Internacional, plataforma multidisciplinar esportiva, com filiais em São Paulo, Miami e Barcelona. Kátia cursou Direito na Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo (USP) e completou seu Master of Laws na University of London, King’s College, London, UK.
Alfredo Bottone
RH Estratégico Consultoria
ALFREDO BOTTONE é especialista em Recursos Humanos, além de matemático e advogado especializado em Direito do Trabalho, Relações Sindicais, Governança Corporativa e Ética Empresarial, com vasta exposição nacional e internacional nas áreas de atuação.
Atualmente, é consultor e professor de Governança Corporativa no MBA da FACEAT/SP e em curso de Formação de Conselheiros da Board Academy, da qual é membro da mesma. É PhD pela Florida Christian University em Business Administration e concluiu o Associate Degree em Human Resources no Houston C. College, Houston, TX.
Participou do Advanced Management Program na França, no Institut Européen d’Administration des Affaires (INSEAD)/Fundação Dom Cabral, e é Pós-Graduado em Gestão de Negócios de Energia pela USP e FGV-SP. Foi professor universitário em Administração (Botucatu) e de Direito do Trabalho (UNIP São Paulo), além de palestrante no Brasil e no Exterior.
É autor dos seguintes livros: “Insights de um RH Estratégico” (2012); “Código de Ética: passo a passo para elaboração e implantação do Código (2018); “Medidas Disciplinares: Questões Legais e Gerenciais” (2019); “Terceirização” (2020); “Os desafios legais e de Gestão do Teletrabalho, Home Office e Regime Híbrido” (2022). Alfredo tem ainda várias publicações nas áreas de gestão empresarial, recursos humanos, trabalhista, sindicalismo, diversidade e ética empresarial.
José Firmino Ferreira Neto
MKA Madeira Kliauga Advogados
O escritório MKA foi criado em 2007 como um escritório boutique. O escritório presta serviços especializados nas áreas cível, trabalhista, contratual e esportiva, oferecendo atendimento de alta qualidade e segurança jurídica. Com sede em São Paulo, Brasil, o MKA é um escritório de advocacia premiado por sua atuação e profissionais.
Katia Madeira Kliauga Blaha, é sócia-fundadora do MKA Advogados. Kátia foi premiada dentre os advogados mais admirados do Brasil. Kátia possui forte atuação em negociação e contencioso internacional. Kátia atuou bancos, escritórios de advocacia americanos e europeus, bem como foi consultora do Banco Mundial. É especialista em Direito do Trabalho e Desportivo, aconselhando bancos, jogadores, clubes e patrocinadores. Katia também é sócia do MKA Sports Internacional, plataforma multidisciplinar esportiva, com filiais em São Paulo, Miami e Barcelona. Kátia cursou Direito na Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo (USP) e completou seu Master of Laws na University of London, King’s College, London, UK.
O escritório MKA foi criado em 2007 como um escritório boutique. O escritório presta serviços especializados nas áreas cível, trabalhista, contratual e esportiva, oferecendo atendimento de alta qualidade e segurança jurídica. Com sede em São Paulo, Brasil, o MKA é um escritório de advocacia premiado por sua atuação e profissionais.
Katia Madeira Kliauga Blaha, é sócia-fundadora do MKA Advogados. Kátia foi premiada dentre os advogados mais admirados do Brasil. Kátia possui forte atuação em negociação e contencioso internacional. Kátia atuou bancos, escritórios de advocacia americanos e europeus, bem como foi consultora do Banco Mundial. É especialista em Direito do Trabalho e Desportivo, aconselhando bancos, jogadores, clubes e patrocinadores. Katia também é sócia do MKA Sports Internacional, plataforma multidisciplinar esportiva, com filiais em São Paulo, Miami e Barcelona. Kátia cursou Direito na Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo (USP) e completou seu Master of Laws na University of London, King’s College, London, UK.
Rosana Candido de Aguiar
ROSANA CANDIDO DE AGUIAR é Psicóloga com MBA e Pós-graduação em Neuropsicologia e Desenvolvimento Cognitivo e MBA em Gestão de Pessoas, além de outras especializações (Certificada pelo Institut de Psychologie – Université de Lausanne – Suíça). Trabalhou no setor elétrico com empresas nacionais e multinacionais. Com vasta experiencia em políticas de recursos humanos, desenvolvendo e implementando estratégias de RH e iniciativas alinhadas com a estratégia de negócios da empresa. Sempre apoiou necessidades de negócios, futuras e atuais, através do desenvolvimento de pessoas e preservação do capital humano. Desenvolve e monitora estratégias gerais de RH, sistemas, táticas e procedimentos em toda a organização. Supervisiona e gerencia um sistema de avaliação do desempenho que motive o alto desempenho, avaliando as necessidades de treinamento para aplicação e monitoramento de programas de treinamento. Desenvolve e apoia lideranças com ações para promover melhorias nas habilidades técnicas e intrapessoais dos gestores. Foca na saúde mental dos colaboradores oferecendo cuidados emocional de qualidade para a empresa, alcançar aumento de produtividade e diminuir afastamentos, estimulando um ambiente de trabalho positivo.
Marta Nicoli
Mandl Immigration Law
Com mais de 15 anos de ampla experiência em Serviços Corporativos, Energia, Marketing e Gestão de projetos críticos, Marta Nicoli detém habilidades e experiência que se alinham perfeitamente aos requisitos de um mercado competitivo.
Ao desempenhar função na Superintendência Comercial da Light SA, uma importante concessionária de serviços de fornecimento de energia sediada no Rio de Janeiro, ocupando uma posição significativa que objetivava garantir a satisfação global do cliente de acordo com os padrões do órgão regulador, além de otimizar as operações da agência, teleatendimento, atendimento virtual e demais canais de trato com o cliente.
Como Gerente Geral responsável por essas áreas, gerenciou com sucesso as operações do dia a dia, contratou novos parceiros, atuou em projetos e implementação de soluções inovadoras. Sua expertise em gerenciamento de projetos e gerenciamento de relacionamento com o cliente lhe permitiu entregar resultados excepcionais enquanto fortalecia parcerias sólidas dentro da organização.
Nos Estados Unidos se adaptou as cobranças de um mercado global e arrojado, adquirindo compreensão das dinâmicas de negócios internacionais. Como Diretora de Projetos da TNS na Pennsylvania, liderou projetos startups para clientes renomados, como IBM, MARS, Pfizer e outros. Essa função aprimorou seu pensamento estratégico, habilidades de resolução de problemas e fortalecendo habilidades de liderança em um universo bastante peculiar e competitivo.
Atualmente, atua como Gerente Jurídico e Desenvolvimento de Negócios na Mandl Immigration Law em Houston, Texas e está associada a RH Estratégico como Consultora de Negócios. Possui conhecimento especializado em Consultoria Jurídica, Direito Ambiental, Corporativo e de Imigração.
Adicionalmente desempenhou atividades importantes que lhe conferiram vivência na formação de equipes, gerenciamento de logística offshore, de empresas de serviços de energia, petróleo e gás, escritórios jurídicos internacionais, operações de fusões e aquisições, direito do trabalho, conformidade a normas e estruturação de startups.
Esse conjunto diversificado de habilidades permite-lhe de forma singular, adotar uma abordagem holística e abrangente para projetos, garantindo seu sucesso e alinhamento com o objetivo das organizações.
Manoel Fernandes
Escritório Fernandes & Saraiva
A Fernandes Saraiva é uma sociedade de advogados que foi constituída em 2008 , que fixou a sua sede no coração de Vila Nova de Gaia.
Os advogados fundadores exercem advocacia a tempo inteiro há precisamente 25 anos.
Num estilo muito próprio, caracterizam o seu desempenho pelo pleno respeito das normas e princípios éticos da profissão, ostentando com orgulho a rectidão de actuação e o diálogo franco e sério com o cliente. Com especial enfoque na área laboral e contencioso contratual e na área de família e menores e demais ramos do direito com esta relacionados.
A Fernandes & Saraiva R.L, representada pela sua equipa está disponível, para todas as questões ou necessidades cuja competência possa servir os interesses do cliente.