Ontem, dia 27 de janeiro de 2025, o mercado de tecnologia foi abalado por um evento que muitos poderiam considerar um “Cisne Negro”. A queda abrupta de 17% nas ações da Nvidia, representando uma perda de quase US$ 600 bilhões em valor de mercado, foi catalisada pelo surgimento da DeepSeek, uma startup chinesa de inteligência artificial que revolucionou o mercado ao lançar um modelo eficiente e de baixo custo.
Essa situação remete diretamente à obra de Nassim Taleb, O Cisne Negro: O Impacto do Altamente Improvável. No livro, Taleb discute como eventos raros, imprevisíveis e de grande impacto podem alterar profundamente a história, os mercados e as organizações. Um “Cisne Negro” é algo que ninguém espera, mas que redefine as regras do jogo.
Taleb argumenta que a maioria das pessoas — e empresas — está despreparada para lidar com eventos altamente improváveis porque se concentram demais em previsões lineares e ignoram o impacto do inesperado. Em essência, o livro nos alerta para:
O surgimento da DeepSeek é um exemplo perfeito de um “Cisne Negro” no mercado de tecnologia. Com um custo de desenvolvimento estimado em apenas 3% a 5% do ChatGPT, o modelo R1 da startup chinesa desafiou gigantes estabelecidos como a Nvidia e a OpenAI. Seu impacto não se limitou a ser uma inovação tecnológica; ele derrubou narrativas de mercado e obrigou empresas consolidadas a recalcular suas estratégias.
Esse evento também reforça a importância de questionar crenças dominantes, como a ideia de que empresas líderes sempre manterão seu domínio. Taleb resumiu bem ao afirmar que “as pessoas estão se ajustando à realidade”.
Diante da possibilidade de um Cisne Negro surgir no mercado, as organizações precisam adotar uma mentalidade mais ágil, adaptável e resiliente. Eis algumas lições que podem ser aplicadas:
Quando um concorrente lança uma inovação disruptiva, é fundamental agir rapidamente:
A DeepSeek não é apenas uma tecnologia; ela é um símbolo de que grandes mudanças podem surgir de lugares inesperados e com recursos limitados. Mais importante, ela serve como um lembrete de que, no mundo dos negócios, o próximo Cisne Negro está sempre à espreita.
Conforme Nassim Taleb alerta, o verdadeiro desafio das empresas não é prever o futuro, mas construir estratégias e estruturas que as permitam sobreviver e prosperar mesmo diante do altamente improvável.
Pergunta final: Sua empresa está preparada para encontrar o próximo Cisne Negro — ou sobreviver caso seus concorrentes o façam primeiro?