Prevenção de passivos trabalhistas: como proteger a empresa

Prevenção de passivos trabalhistas: protegendo a empresa e fortalecendo relações

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Prevenção de passivos trabalhistas: protegendo a empresa e fortalecendo relações

Evitar passivos trabalhistas não é apenas uma questão de conformidade legal, mas uma estratégia essencial para a sustentabilidade da empresa. Reclamações trabalhistas volumosas depreciam o valor da organização e impactam sua reputação. A boa notícia é que há importantes medidas preventivas que reduzem significativamente esses riscos. 

Gestão de contratos e conformidade legal 

A formalização correta dos contratos de trabalho é essencial. Contratos devem ser claros, atualizados conforme a legislação e refletir corretamente as funções e benefícios.

Contratações terceirizadas e PJ precisam respeitar a legislação para evitar riscos de vínculo empregatício. Os gestores devem receber por parte do RH noções básicas da legislação trabalhista para evitar, muitas vezes involuntariamente, passivo trabalhista.

Em várias empresas que tive oportunidade de trabalhar adotamos essa medida com muito sucesso, pois o treinamento ia muito além das questões legais, mas com foco numa relação justa e harmônica, visando obter o engajamento da equipe.  

Controle de jornada: evitando passivos ocultos 

O registro preciso da jornada previne passivos relacionados a horas extras, intervalos e banco de horas.  Sistemas eletrônicos confiáveis, políticas claras e acompanhamento efetivo são fundamentais para garantir conformidade. As políticas relacionadas a este item e outros devem ser claras e objetivas.

Pagamento correto de verbas trabalhistas 

Falhas no pagamento de salários, adicionais e benefícios geram desconfiança e ações judiciais. Garantir a transparência na folha de pagamento e cumprir prazos evita litígios desnecessários.

Auditorias internas: reduzindo riscos antes que se tornem problemas 

Revisar contratos, acompanhar processos trabalhistas e monitorar a correta aplicação de convenções coletivas são ações que fortalecem a segurança jurídica da empresa. 

Comitê de diálogo social: solucionando conflitos antes da justiça 

Criar um comitê paritário entre empresa e sindicato permite resolver problemas internamente antes que se tornem ações judiciais, reduzindo custos e fortalecendo a relação com os trabalhadores.

Cultura organizacional e relações humanizadas 

Um ambiente tóxico gera ações motivadas por ressentimento, enquanto relações baseadas na confiança reduzem litígios. Empresas que promovem um ambiente saudável e aberto ao diálogo minimizam conflitos e aumentam o engajamento. 

Conclusão 

A prevenção de passivos trabalhistas não é apenas uma questão jurídica, mas estratégica. Um RH proativo,  

auditorias constantes e relações saudáveis no ambiente de trabalho garantem maior segurança e sustentabilidade para a empresa. Afinal, prevenir sempre custará menos do que corrigir.