“Se você quer ser bem-sucedido, precisa ter dedicação total, buscar seu último limite e dar o melhor de si.” - RH Estratégico Consultoria

“Se você quer ser bem-sucedido, precisa ter dedicação total, buscar seu último limite e dar o melhor de si.”

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“Se você quer ser bem-sucedido, precisa ter dedicação total, buscar seu último limite e dar o melhor de si.”

“Se você quer ser bem-sucedido, precisa ter dedicação total, buscar seu último limite e dar o melhor de si.”

“Se você quer ser bem-sucedido, precisa ter dedicação total, buscar seu último limite e dar o melhor de si.”

Lições de Ayrton Senna e da Vida Profissional

Ayrton Senna nos deixou muitas mensagens sobre disciplina e superação. Uma delas é essa, registrada e amplamente conhecida. Mas, ao refletirmos sobre sua mentalidade, podemos chegar a outras sínteses igualmente poderosas. Uma delas é: “A capacidade de fazer o que precisa ser feito, mesmo sem ter vontade, é o que separa os vencedores dos demais.”

Essa segunda frase não foi dita literalmente por Senna, mas traduz o espírito de suas palavras. Ela não é apenas inspiração para atletas: é uma verdade universal. Em qualquer carreira, nem sempre fazemos só o que gostamos, mas podemos aprender a fazer bem e com propósito, tudo o que precisa ser feito. É nesse ponto que se constrói competência, caráter e confiança.

Essa frase não é apenas inspiração para atletas. Ela traduz uma verdade universal: em qualquer carreira, nem sempre fazemos só o que gostamos, mas podemos aprender a fazer bem e com propósito, tudo o que precisa ser feito. É nesse ponto que se constrói competência, caráter e confiança.

Minha trajetória começou cedo. Quando criança, vendi doces feitos pela minha mãe, catei ferro velho e fiz outros trabalhos até que, com 12 anos, tive o primeiro emprego em empresa: fui ferreiro (empreiteira do DER). Depois, descarregando caminhões às 5h da manhã na feira de Itapetininga, e vendendo vários produtos alimentícios numa grande barracada da feira, aprendi a estimar pesos com precisão, habilidade que carrego até hoje. Mais tarde, já em funções administrativas, nunca recusei servir café quando o copeiro faltava. Cada experiência, por mais simples ou árdua, trouxe aprendizados que nenhuma descrição de cargo previa. Nada é inútil quando realizado com ética e determinação e com a vontade de sempre aprender algo.

Cheguei a head de RH em cinco grandes empresas. Aos 73 anos, sigo trabalhando e sempre aceitando novos desafios. A vida não se encerra na aposentadoria: maturidade e experiência podem ser ainda mais valiosas do que a energia da meia-idade. Hoje, encontro satisfação em fazer o que as empresas precisam, independentemente de minhas opções pessoais. O prazer está em realizar com competência o que precisa ser feito e ver isso reconhecido.

Certamente, a maior parte dos trabalhadores que tiveram uma trajetória bem-sucedida construiu a sua própria história onde os obstáculos foram aprendizados e não empecilho para continuarem crescendo. Os vencedores, certamente, tiveram muitas desilusões, desapontamentos, mas o comum entre todos é que nunca desistiram.

Mas há um ponto que merece reflexão: será que as empresas estão preparando os novos profissionais para entender que os desafios do cargo, mesmo além da descrição formal, são oportunidades de crescimento bilateral? Recentemente, ouvi um relato de que um colaborador de uma empresa abandonou o trabalho após as primeiras quatro horas do primeiro dia e acionou a empresa judicialmente, alegando ter recebido tarefas “incompatíveis” com as previstas na contratação. Usou o artigo 483 da CLT (rescisão indireta). Onde está o equilíbrio entre direitos e responsabilidades? Entre o que foi contratado e o que o momento exige?

A mensagem de Senna não é sobre se sujeitar à exploração. É sobre enxergar além da tarefa imediata. É sobre resiliência, humildade e visão de longo prazo. É no “além do combinado” que muitas vezes construímos nossa verdadeira competência. Vencedores não são apenas os que cruzam a linha de chegada primeiro, mas os que não desistem de aprender, servir e fazer, mesmo quando não há vontade.

E você: já viveu uma experiência inesperada no trabalho que, no fim, se tornou uma grande lição?