

A Seleção Brasileira venceu a da Colômbia. No dia seguinte, a antes preocupada e tensa Seleção começou a aparecer na mídia em cenas de descontração, de eufórico otimismo, treinos liberados, declarações sobre finais contra Holanda ou Argentina, enfim, em menos de 24 horas, começou a existir o clima do “já ganhou”. Do lado de fora, número significativo de torcedores e jornalistas davam vazão ao “vamos chegar lá!”.
Espera aí, mas como se até então a Seleção jogava tão mal que o pessimismo era geral?! Se as vitórias passaram perto do abismo do vexame?!
Pois este clima que, de repente, emergiu na Seleção é reflexo do nosso jeito de ser pessoal, familiar ou profissional. É característica histórica, típica do brasileiro a facilidade para gerar o clima euforicamente otimista; para viver o “já ganhou”, “ninguém me segura”; para abraçar com intensidade o prazer ou a vitória do momento sem medir consequências. Basta um passo mais largo e bem-sucedido, para os difíceis degraus anteriores serem esquecidos e os próximos serem superados por uma “inabalável competência conquistada”. Então, logo após a exaustiva maratona da Croácia até a Colômbia, seria fácil comer chucrute no Mineirão e fazer argentino sambar no Maracanã…
Somos assim, não sabemos administrar avanços, principalmente quando, somados, tornam-se sucesso, realização. O brasileiro se atrapalha para lidar com o crescimento em qualquer ambiente ou fase pessoal, familiar ou profissional: se vencemos partidas seguidas já transformamos a competição do jogo em exibição para arquibancada; se vamos ganhar um dinheiro extra já gastamos por conta; se o negócio dá certo já iniciamos abertura de filiais; se nosso filho é uma gracinha a família vira ninho…
A empolgação bate muito fácil e nela passamos a viver. No momento, sem dúvida, é bom demais, depois a deliciosa curtição do prazer pode virar amarga frustração: o 1º e o 3º gol da Alemanha aconteceram por exibicionismo e relaxamento; milhões de clientes de cartões de crédito e bancos estão com as carteiras fechadas pelos endividamentos; instituições registram o alto índice de mortalidade infantil empresarial – cerca de 70% dos negócios entram em falência até o 4º ano de fundação; das crias em casa vem irritação diária pelas desgastantes necessidades de apoio externo de parentes, empresas e governos.
Habita em nós o curioso sentimento subconsciente de que o avanço de hoje continuará automaticamente a evoluir, que o nosso sucesso tem longa validade ou é vitalício. Faz parte da raça brasileira, é genético. Somos seduzidos pelo “agora”, sem pensar nas consequências. A propósito, muitas delas poderiam ser positivas, até mesmo espetaculares se houvesse disciplina para sustentá-las: Brasil hexa, renovação do cartão com o dobro de crédito, filiais bem estruturadas no modelo franquia, mais filhos com planejamento e tranquilidade familiar.
Vamos lá! Somos sim, um sucesso em energia, vontade, gosto pela vida, calor e relacionamento humano; nascidos com invejável habilidade individual em quase todas as áreas: esporte, música, cultura, empreendedorismo etc. Porém, muito ruins na manutenção do que conquistamos pelos nossos dons. Dentro da sequência iniciativa-avanços-crescimento, está o potencial do brasileiro; na sequência organização-amadurecimento-sustentação, estão as deficiências que quebram a regularidade das conquistas.
Comum ouvir que o brasileiro é “maravilhosamente criativo”, que é a notável virtude verde-amarela, mas tamanha exaltação é discutível: quais são as retumbantes e exclusivas invenções? Quantas brilhantes inovações de repercussão mundial?
Somos criativos como outros povos… nada especial, o que temos, sim, de maravilhosamente diferente é a capacidade para relacionamento, para articular, integrar pessoas e motivar ambientes. Temos perfil empreendedor nato: tomamos iniciativas, com desenvoltura atraímos pessoas, avançamos nos relacionamentos, nos objetivos e crescemos. Sabemos contornar conflitos, acomodar divergências, passar por quebra-molas pessoais ou coletivos como raros povos no planeta. A capacidade para relações humanas, sociais e comerciais é o dom que promove brasileiros a cargos corporativos e diplomáticos no exterior.
Este domínio para condução de pessoas e acontecimentos criaram duas arrogantes manias:
“Não se preocupe, no final dá tudo certo”
“Vamos ver isso depois, na hora a gente resolve”
Logo, a natural versatilidade para contornar situações das mais diversas faz com que deixemos tudo para cima da hora.
Não há planejamento, nada é urgente. O foco é no “agora”, no clima da excitação, da correria com absoluta resistência para disciplina, refletir sobre o que aconteceu e projetar desdobramentos. De “agora” em “agora” as soluções oscilam, os avanços ocorrem em meio a inúmeros – e desnecessários – desgastes, cai a regularidade rumo aos objetivos, afinal, tentou-se resolver hoje o que acumula por certo tempo.
A resistência do brasileiro às atividades planejadas, à gestão, tira a sustentação dos resultados gerados pelo seu próprio potencial; temos o sentimento da conquista, quando apenas invadimos, de que vencemos, quando só pulamos etapas.
O interessante é que, em alguma necessidade, na medida em que o brasileiro aceita a disciplina, ele multiplica os meios para superar, evoluir e sustentar com êxitos até além das expectativas! Quando equilibramos o nosso versátil talento (empreendedorismo) com a disciplinada postura (gestão), aí sim, ninguém segura! As Seleções de 70, 94 e 2002 tiveram a união da habilidade dos talentos individuais com a sustentação da postura dos disciplinados; as Seleções de 82 e 2006 tiveram a vibrante valorização dos talentos e entraram para a história dos derrotados. Se as Seleções tivessem comandos voltados para tal equilíbrio, às vezes, o Brasil perderia uma Copa do Mundo…
Somos naturalmente empolgados e empolgantes, turistas nos adoram! O jeito de ser é da nação, é cultural, não cultivamos o passado nem projetamos o futuro (menos de 10% dos brasileiros fazem seguro de vida), somos o presente, imediatistas. Questão de raiz:
O asiático é metódico, o alemão hiperdeterminado, o americano obsessivamente invasor. Porém, independente da raiz, estão sempre atentos e planejam adaptações às tendências da evolução da humanidade, a exemplo da Era Digital na virada do milênio.
O comunicativo, improvisador, articulado brasileiro deve entender que entramos numa nova Era, com formato gestor, organizador, em que a sociedade se fortalece em regras e sistematizações viabilizadas pela fascinante tecnologia.
Inovações e imitações acontecem em velocidade fibra ótica, a competição dispara. A cada gol é preciso ter meio-campo fechado e compacto para manter o placar. A Era Digital turbina uma conectada e pirotécnica globalização. Bonita ou feia, desumana ou robótica, encantadora ou depressiva, não importa, a sistematização social define que é indispensável saber fazer gestão para seguir adiante. A globalização é gestora, seja na colheita no campo, no GPS do painel do táxi, no controle da tevê, na multitarefa celular, cobrança dos impostos ou na circunstância em que você estiver no instante desta leitura.
Pare e pense: todas as referências de sucesso são talentos com funcionamento em cima de sólida base de gestão (Steve Jobs, Messi, Gisele Bündchen, Spielberg, trio AMBEV…).
Cabe ao brasileiro unir empreendedorismo-gestão, o seu jeito de ser com o modelo da globalização. Não copiar, pelo contrário, ter sabedoria e humildade para equilibrar e adaptar. Inclusive, não se fixar só em erros e defasagens, mas procurar fortalecer ao máximo os pontos positivos, aquilo que faz bem feito.
A gestão deve manter traços do brasileiro de acordo com o seu ambiente (esporte, empresa, casa…), será mais estimulante, eficiente, a propósito, que tal uma gestão comunicativa, calorosa, bem articulada, integrada e… planejada? Sem dúvida, vamos levantar não só a taça do futebol, várias outras e… sem humilhantes surpresas.
(Em função deste ambiente, é que o autor do artigo criou o seu vitorioso método de gestão para empresas brasileiras. Veja www.consultoriadeimpacto.com.br)
José Renato de Miranda
www.consultoriadeimpacto.com.br / www.empresafamiliarconsultoria.com.br
Kátia Madeira
MKA Madeira Kliauga Advogados
O escritório MKA foi criado em 2007 como um escritório boutique. O escritório presta serviços especializados nas áreas cível, trabalhista, contratual e esportiva, oferecendo atendimento de alta qualidade e segurança jurídica. Com sede em São Paulo, Brasil, o MKA é um escritório de advocacia premiado por sua atuação e profissionais.
Katia Madeira Kliauga Blaha, é sócia-fundadora do MKA Advogados. Kátia foi premiada dentre os advogados mais admirados do Brasil. Kátia possui forte atuação em negociação e contencioso internacional. Kátia atuou bancos, escritórios de advocacia americanos e europeus, bem como foi consultora do Banco Mundial. É especialista em Direito do Trabalho e Desportivo, aconselhando bancos, jogadores, clubes e patrocinadores. Katia também é sócia do MKA Sports Internacional, plataforma multidisciplinar esportiva, com filiais em São Paulo, Miami e Barcelona. Kátia cursou Direito na Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo (USP) e completou seu Master of Laws na University of London, King’s College, London, UK.
Alfredo Bottone
RH Estratégico Consultoria
ALFREDO BOTTONE é especialista em Recursos Humanos, além de matemático e advogado especializado em Direito do Trabalho, Relações Sindicais, Governança Corporativa e Ética Empresarial, com vasta exposição nacional e internacional nas áreas de atuação.
Atualmente, é consultor e professor de Governança Corporativa no MBA da FACEAT/SP e em curso de Formação de Conselheiros da Board Academy, da qual é membro da mesma. É PhD pela Florida Christian University em Business Administration e concluiu o Associate Degree em Human Resources no Houston C. College, Houston, TX.
Participou do Advanced Management Program na França, no Institut Européen d’Administration des Affaires (INSEAD)/Fundação Dom Cabral, e é Pós-Graduado em Gestão de Negócios de Energia pela USP e FGV-SP. Foi professor universitário em Administração (Botucatu) e de Direito do Trabalho (UNIP São Paulo), além de palestrante no Brasil e no Exterior.
É autor dos seguintes livros: “Insights de um RH Estratégico” (2012); “Código de Ética: passo a passo para elaboração e implantação do Código (2018); “Medidas Disciplinares: Questões Legais e Gerenciais” (2019); “Terceirização” (2020); “Os desafios legais e de Gestão do Teletrabalho, Home Office e Regime Híbrido” (2022). Alfredo tem ainda várias publicações nas áreas de gestão empresarial, recursos humanos, trabalhista, sindicalismo, diversidade e ética empresarial.
José Firmino Ferreira Neto
MKA Madeira Kliauga Advogados
O escritório MKA foi criado em 2007 como um escritório boutique. O escritório presta serviços especializados nas áreas cível, trabalhista, contratual e esportiva, oferecendo atendimento de alta qualidade e segurança jurídica. Com sede em São Paulo, Brasil, o MKA é um escritório de advocacia premiado por sua atuação e profissionais.
Katia Madeira Kliauga Blaha, é sócia-fundadora do MKA Advogados. Kátia foi premiada dentre os advogados mais admirados do Brasil. Kátia possui forte atuação em negociação e contencioso internacional. Kátia atuou bancos, escritórios de advocacia americanos e europeus, bem como foi consultora do Banco Mundial. É especialista em Direito do Trabalho e Desportivo, aconselhando bancos, jogadores, clubes e patrocinadores. Katia também é sócia do MKA Sports Internacional, plataforma multidisciplinar esportiva, com filiais em São Paulo, Miami e Barcelona. Kátia cursou Direito na Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo (USP) e completou seu Master of Laws na University of London, King’s College, London, UK.
O escritório MKA foi criado em 2007 como um escritório boutique. O escritório presta serviços especializados nas áreas cível, trabalhista, contratual e esportiva, oferecendo atendimento de alta qualidade e segurança jurídica. Com sede em São Paulo, Brasil, o MKA é um escritório de advocacia premiado por sua atuação e profissionais.
Katia Madeira Kliauga Blaha, é sócia-fundadora do MKA Advogados. Kátia foi premiada dentre os advogados mais admirados do Brasil. Kátia possui forte atuação em negociação e contencioso internacional. Kátia atuou bancos, escritórios de advocacia americanos e europeus, bem como foi consultora do Banco Mundial. É especialista em Direito do Trabalho e Desportivo, aconselhando bancos, jogadores, clubes e patrocinadores. Katia também é sócia do MKA Sports Internacional, plataforma multidisciplinar esportiva, com filiais em São Paulo, Miami e Barcelona. Kátia cursou Direito na Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo (USP) e completou seu Master of Laws na University of London, King’s College, London, UK.
Rosana Candido de Aguiar
ROSANA CANDIDO DE AGUIAR é Psicóloga com MBA e Pós-graduação em Neuropsicologia e Desenvolvimento Cognitivo e MBA em Gestão de Pessoas, além de outras especializações (Certificada pelo Institut de Psychologie – Université de Lausanne – Suíça). Trabalhou no setor elétrico com empresas nacionais e multinacionais. Com vasta experiencia em políticas de recursos humanos, desenvolvendo e implementando estratégias de RH e iniciativas alinhadas com a estratégia de negócios da empresa. Sempre apoiou necessidades de negócios, futuras e atuais, através do desenvolvimento de pessoas e preservação do capital humano. Desenvolve e monitora estratégias gerais de RH, sistemas, táticas e procedimentos em toda a organização. Supervisiona e gerencia um sistema de avaliação do desempenho que motive o alto desempenho, avaliando as necessidades de treinamento para aplicação e monitoramento de programas de treinamento. Desenvolve e apoia lideranças com ações para promover melhorias nas habilidades técnicas e intrapessoais dos gestores. Foca na saúde mental dos colaboradores oferecendo cuidados emocional de qualidade para a empresa, alcançar aumento de produtividade e diminuir afastamentos, estimulando um ambiente de trabalho positivo.
Marta Nicoli
Mandl Immigration Law
Com mais de 15 anos de ampla experiência em Serviços Corporativos, Energia, Marketing e Gestão de projetos críticos, Marta Nicoli detém habilidades e experiência que se alinham perfeitamente aos requisitos de um mercado competitivo.
Ao desempenhar função na Superintendência Comercial da Light SA, uma importante concessionária de serviços de fornecimento de energia sediada no Rio de Janeiro, ocupando uma posição significativa que objetivava garantir a satisfação global do cliente de acordo com os padrões do órgão regulador, além de otimizar as operações da agência, teleatendimento, atendimento virtual e demais canais de trato com o cliente.
Como Gerente Geral responsável por essas áreas, gerenciou com sucesso as operações do dia a dia, contratou novos parceiros, atuou em projetos e implementação de soluções inovadoras. Sua expertise em gerenciamento de projetos e gerenciamento de relacionamento com o cliente lhe permitiu entregar resultados excepcionais enquanto fortalecia parcerias sólidas dentro da organização.
Nos Estados Unidos se adaptou as cobranças de um mercado global e arrojado, adquirindo compreensão das dinâmicas de negócios internacionais. Como Diretora de Projetos da TNS na Pennsylvania, liderou projetos startups para clientes renomados, como IBM, MARS, Pfizer e outros. Essa função aprimorou seu pensamento estratégico, habilidades de resolução de problemas e fortalecendo habilidades de liderança em um universo bastante peculiar e competitivo.
Atualmente, atua como Gerente Jurídico e Desenvolvimento de Negócios na Mandl Immigration Law em Houston, Texas e está associada a RH Estratégico como Consultora de Negócios. Possui conhecimento especializado em Consultoria Jurídica, Direito Ambiental, Corporativo e de Imigração.
Adicionalmente desempenhou atividades importantes que lhe conferiram vivência na formação de equipes, gerenciamento de logística offshore, de empresas de serviços de energia, petróleo e gás, escritórios jurídicos internacionais, operações de fusões e aquisições, direito do trabalho, conformidade a normas e estruturação de startups.
Esse conjunto diversificado de habilidades permite-lhe de forma singular, adotar uma abordagem holística e abrangente para projetos, garantindo seu sucesso e alinhamento com o objetivo das organizações.
Manoel Fernandes
Escritório Fernandes & Saraiva
A Fernandes Saraiva é uma sociedade de advogados que foi constituída em 2008 , que fixou a sua sede no coração de Vila Nova de Gaia.
Os advogados fundadores exercem advocacia a tempo inteiro há precisamente 25 anos.
Num estilo muito próprio, caracterizam o seu desempenho pelo pleno respeito das normas e princípios éticos da profissão, ostentando com orgulho a rectidão de actuação e o diálogo franco e sério com o cliente. Com especial enfoque na área laboral e contencioso contratual e na área de família e menores e demais ramos do direito com esta relacionados.
A Fernandes & Saraiva R.L, representada pela sua equipa está disponível, para todas as questões ou necessidades cuja competência possa servir os interesses do cliente.